7 de maio de 2009

Excelência Ambiental na Amazônia

O Brasil possui a maior floresta do mundo, cujas riquezas naturais são incalculáveis com recursos hídricos, madeiras, fauna e ervas medicinais tão preciosas quanto o conhecimento dos índios nativos. É pensando na manutenção dessa diversidade de vida que organizações empresariais do País começam a promover ações em prol da conservação do ecossistema da Amazônia, através de iniciativas que visam reunir a vanguarda tecnológica e o conhecimento científico ao compromisso com a responsabilidade social e ambiental em prol de excelências sustentáveis junto à biodiversidade da floresta.

Empresas brasileiras de grande porte instaladas na região amazônica vêem gradualmente investindo em Centros de Excelência Ambiental (CEA), que por sua vez viabilizam parcerias estratégicas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) com universidades, instituições de pesquisas, órgãos governamentais, organizações não-governamentais e agentes econômicos, em busca de integração e cooperação ao melhoramento de ações socioambientais em andamento na região como um todo.

A nação brasileira precisa dar mais atenção para suas riquezas naturais, incentivando a instalação de novos centros de pesquisas nacionais e financiando novas tecnologias e projetos sustentáveis para a região da Amazônia legal. Este País não pode ficar a mercê de organizações não-governamentais estrangeiras que constantemente pressionam o Congresso Nacional e o Presidente da República para a criação de reservas ambientais gigantescas (proibitivas a presença de brasileiros, sejam pesquisadores, agricultores e moradores; salvo conduto para alguns índios, ‘licenciados’ por forasteiros de países como EUA, Alemanha, França, Japão, entre outros) “sem pé e nem cabeça” – com relatórios técnicos forjados e pressões antropológicas de gringos que visam somente às riquezas escondidas debaixo da floresta, com o pretexto de proteger os índios. Eis o exemplo factual da Reserva Raposa Serra do Sol, que compreende cerca de 1,7 milhão de hectares do Estado de Roraima. O povo necessita de respeito à cidadania, de educação e conhecimento via ações de responsabilidade socioambiental proporcionadas pelos governos federal, estadual, municipal e por instituições privadas de capital nacional.

O Centro de Excelência da Petrobrás instalado na base de Urucu, a maior província terrestre nacional de óleo e gás, localizado no coração da floresta, atua na redução dos riscos associados às intervenções da indústria por meio de projetos socioambientais como; Projeto Piatam – analisa as diferentes estações hidrológicas do Rio Solimões (cheia, seca, vazante e enchente), pesquisa comunidades ribeirinhas com dados e amostras que permitem a criação de mapas de sensibilidade ambiental que podem auxiliar a indústria em caso de acidentes.

O Projeto Mutirão das Águas: Conservação e Uso Sustentável dos Recursos Hídricos por Meio da Gestão Compartilhada, que tem a participação do Conselho Nacional dos Seringueiros, foca ações voltadas às comunidades ribeirinhas e extrativistas, incentivando a gestão compartilhada de recursos naturais, com a construção da cidadania e a conservação da floresta.

O Brasil deve incentivar o desenvolvimento de tecnologias e a difusão de projetos e ações sustentáveis na Amazônia que não agridam o meio ambiente e ao mesmo tempo que levem o progresso, a liberdade e a soberania nacional para o seio das comunidades de brancos e índios que sobrevivem da e na floresta. By Clayton Fernandes

16 de abril de 2009

Respeito às diferenças

Um dos conceitos de responsabilidade social é o incentivo à equidade de gênero. Ações planetárias e nacionais, como os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio e a Agenda 21 das Mulheres pela Paz, apresentam medidas práticas no sentido de incentivar um comportamento, institucional público e privado, de respeito às diferenças entre homens e mulheres. Processos educativos através de oficinas, seminários, palestras, campanhas e produção de material sobre eqüidade de gênero são essenciais na vida cotidiana das organizações.

No mundo do trabalho, em maior ou menor grau, as diferenças salariais e o acesso desigual de homens e mulheres aos cargos de chefia e direção mostram de forma inquestionável uma discriminação latente. De acordo com o estudo “Empoderamento das mulheres: avaliação das disparidades globais de gênero*”, tal discriminação não permite a capitalização do potencial de metade das sociedades, as mulheres, e compromete o poder de competição das economias nacionais.

No Brasil, as mulheres representam mais da metade (52,6%) da População Economicamente Ativa – PEA, portanto, no setor privado ou público, ocupam genericamente a base da pirâmide ocupacional, em cargos de menor qualificação e remuneração. Não bastasse isso, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios - PNAD 2006/IBGE, o rendimento médio das mulheres corresponde a apenas 65,5% do rendimento dos homens.

Para a realização e promoção a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, o Fundo de Desenvolvimento das Nações Unidas para a Mulher (UNIFEM) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT), em parceria com o Governo Federal, criou no Brasil o Programa Pró-Equidade de Gênero visando alcançar as principais instituições da nação.

Os objetivos específicos do Pró-Equidade de Gênero são conscientizar e sensibilizar dirigentes, empregadores (as) e trabalhadores (as) para a promoção da igualdade de gênero e estimular práticas de gestão que promovam a igualdade de oportunidades entre homens e mulheres dentro das organizações; além de criar uma rede própria e construir banco de boas práticas de gestão que possibilite a troca de experiências de promoção da equidade de gênero no mundo do trabalho entre as empresas e instituições de médio e grande porte dos setores público e privado.

De acordo com o Instituto Ethos de Responsabilidade Social, as mulheres vêm ampliando lentamente seu espaço nos quadros dirigentes, mas são ainda pouco mais de 11 em cada 100 executivos. Desde 2005/2006, empresas e instituições estão buscando agregar valor à sua imagem aderindo ao Selo pró-equidade de gênero. A adesão é voluntária e está disponível no site www.spmulheres.gov.br, basta preencher uma ficha perfil e encaminhá-la à Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres.

No biênio 2007/2008 vale ressaltar que trinta e oito instituições receberam o Selo, dentre elas; Banco do Brasil, Eletronorte, Empresa Gerencial de Projetos Navais, Hospital Cristo Redentor, Itaipu Binacional, Prefeitura Municipal de Balsas (MA), etc.
Mulheres é hora de mobilização social para que as prefeituras e empresas locais adiram a Pró-Equidade de Gênero, sugiram, portanto, a implementação de ações reais, como por exemplo, a adesão das mesmas ao Selo aqui citado.

“Equidade de gênero se refere ao estágio de desenvolvimento humano no qual direitos, responsabilidades e oportunidades de indivíduos não serão determinados pelo fato de que tenham nascido homem ou mulher*”.
A experiência internacional e nacional já demonstrou que a adoção de práticas de responsabilidade social e o incentivo a equidade de gênero, de forma sistemática contribui para o alcance de bons resultados em termos de qualidade do ambiente de trabalho e de produtividade.

*Fórum Econômico Mundial
By Clayton Fernandes - Consultor empresarial e signatário do Pacto Global das Nações Unidas.

9 de março de 2009

Caminhos Sustentáveis

O MUNDO ainda dispõe de recursos naturais e humanos para se recuperar da situação drástica de degradação ambiental que se encontra. Pontos essenciais como tolerância, respeito à diversidade, valorização das relações humanas, supremacia do ser sobre o ter, denotam que o homem é o ‘predador’ integrante e indissociável desse organismo vivo conhecido como Terra.
É necessário que se pense em desenvolvimento sustentável para salvar a humanidade e não o planeta! A humanidade é que está em risco, pois o planeta continuará a existir com ou sem a presença do homem por bilhões de anos.
De acordo com o Ex-Secretário da Agricultura do Estado de São Paulo, Walter Lazzarini, os negócios empresariais serão sustentáveis ou não serão negócios. É usual ouvir na mídia que o mundo está sob uma “onda verde”, como se fosse algo que vem e vai, no entanto, essa “onda” não vai passar, uma vez que a atenção a questão ambiental é crucial para a subsistência humana. O futuro é agora, já é possível observar escassez de água, falta de terras agriculturáveis, desmatamento de florestas em expansão, emissão exacerbada de CO2 e lixo pelos grandes centros urbanos. Dos 190 países integrantes da Organização das Nações Unidas, nove deles detêm 50% da água disponível na Terra (97,5% de água salgada e apenas 2,5% água doce). Estima-se que, no ano de 2050, a população mundial chegue a 9 bilhões de pessoas, dos quais 4 bilhões deverão sofrer com a escassez de água.
O homem precisa urgentemente repensar seus hábitos de vida e percorrer por caminhos que o levem a sustentabilidade econômica, social e ambiental – Triple-bottom line, para assim se satisfazer de suas necessidades do presente, como o atendimento aos pobres e manutenção da capacidade das gerações futuras, seja através de práticas ou ‘teorias’ sobre responsabilidade social e desenvolvimento sustentável.
Para sueco Björn Stigson, presidente do WBCSD (World Business Council for Sustainable Development), “não há empresas saudáveis em sociedades falidas.” O futuro do planeta, ou seja, o nosso e das gerações que estão por vir, é uma questão de atitude.
Atitude global, mas que nasce e se viabiliza a partir de gestos individuais. Gestos que, aos poucos, vão transformando a realidade e inaugurando uma nova forma de existir. Tomando como exemplo, a empresa brasileira fabricante de papéis, Suzano mostrou um pouco disso ao investir na fabricação de papel a partir do eucalipto, sem destruir espécies nativas, usando inovação tecnológica para preservar o meio ambiente e, ao mesmo tempo gerar emprego e renda.
Na construção civil a movimentação em torno da arquitetura ecológica pode ser medida com o aumento nos pedidos de certificação. Em 2007, existia apenas um edifício certificado no Brasil, a agência do banco ABN Amro, situada em Cotia – SP. Até junho de 2008, já são 47 pedidos de certificação pelo Leadership in Energy and Environmental Design (LEED), desenvolvido pelo U.S. Green Building Council (USGBC). Além do certificado americano há também o certificado Aqua (Alta Qualidade Ambiental), que adapta normas técnicas de sustentabilidade da França à realidade da construção civil do Brasil. A certificação dá credibilidade ao empreendimento. Em um edifício sustentável o consumo de energia é, em média, 30% menor; o de água de 30 a 50%; a redução de resíduos, de 50 a 90%; e a emissão de dióxido de carbono, de 35%. O desenvolvimento sustentável é o meio para conjugar o crescimento econômico com a redução das desigualdades sociais e a degradação do meio ambiente.
By Clayton Fernandes

6 de fevereiro de 2009

Pacto Global, uma iniciativa mobilizadora

O Brasil e o mundo estão diante do desafio de construir um novo padrão civilizatório, com ênfase em iniciativas mobilizadoras de responsabilidade social e práticas de sustentabilidade.

As forças que contribuem para esse processo estão enraizadas nos saberes e valores dos indivíduos, das organizações e da sociedade, bem como na ética e na cultura que orientam seu comportamento. Para tanto, existe uma demanda pelo compromisso de respeito à vida, a natureza, aos direitos humanos universais, a justiça sócio-econômica e a cultura da paz.

Segundo o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, também conhecida pelo acrônimo FIESP, Paulo Skaf “Não é possível dissociar o tema Responsabilidade Socioambiental da economia e do emprego. A fragilização do papel regulador do Estado é um fenômeno mundial que transfere a responsabilidade pela garantia da coesão social para as empresas e entidades sem fins lucrativos, que juntas teriam o papel de amenizar os efeitos socialmente perversos da lógica do mercado”, afirma Skaf.

Hoje empresas do mundo todo, além de gerir seus negócios, devem avançar para a criação de mecanismos de mercado que estabeleçam novas bases nas transações comerciais e contribuam para as mudanças necessárias nas demais relações com a sociedade.

O comprometimento econômico, com os princípios sociais e as práticas de sustentabilidade, está levando milhares de empresas ao redor do mundo a figurarem como signatárias do Pacto Global da ONU – Organização das Nações Unidas, uma iniciativa voluntária que reúne os principais agentes mundiais, atuando com destaque em todas as atividades.

Lançado em 2000, pelo então Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, o Pacto Global tem como meta mobilizar as empresas para que, juntamente com outros atores sociais, contribuam para a construção de uma economia global mais inclusiva e sustentável.

A iniciativa baseia-se em direitos universalmente reconhecidos para avançar a responsabilidade social corporativa, disseminando boas práticas empresariais dentro de princípios reconhecidos, com transparência e diálogo. O Pacto Global é um referencial ético mundial, a ser seguido por seus signatários, ao longo do caminho rumo à responsabilidade socioambiental das organizações mundiais.

A adesão formal ao Pacto Global é feita através de encaminhamento de uma carta ao Secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, em Nova Iorque, na qual a empresa declara seu compromisso de respeitar dez princípios universais, correlacionados aos Princípios de Direitos Humanos, baseados na Declaração Universal dos Direitos Humanos; Princípios de Direitos do Trabalho, baseados na Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho; Princípios de Proteção Ambiental, baseados na Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e Princípio Anti-Corrupção.

Clayton Fernandes – Consultor, empresário de bens de capitais, signatário do Pacto Global das Nações Unidas / ONU, comandante de blog Mix Ideias (http://mixideias.blogspot.com/) e responsável pela produção de conteúdo e jornalismo do portal de Responsabilidade Social e Cultura musical http://www.mixideias.com.br/

19 de janeiro de 2009

Programa Tear

A interação sustentável em rede de empresas-âncora que compõem os sete setores estratégicos da economia: açúcar e álcool, construção civil, energia elétrica, mineração, petróleo e gás, siderurgia e varejo; com sua cadeia produtiva (Pequenas e Médias Empresas (PMEs) - Stakeholders, fornecedores e prestadores de serviços) promove novas relações institucionais através da gestão ética, da transparência organizacional e da disseminação e tecelagem de práticas de responsabilidade social.

O Programa Tear, Tecendo Redes Sustentáveis, que tem promoção do Fundo Multilateral de Investimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), integra empresas de porte expressivo e com participação no Produto Interno Bruto (PIB) nacional. Tais corporações lideram o ranking dos setores em que atuam e possuem grande poder de influência em suas cadeias de valor. Para a implantação da rede, cada empresa selecionou de 15 a 20 PMEs entre seus fornecedores e clientes, para incorporar e ampliar uma gestão socialmente responsável.

Além das empresas-âncora, o programa tecendo redes sustentáveis dispõe de parceiros que têm o papel de contribuir na divulgação da metodologia para outras empresas e cadeia de valor ligadas ao mesmo setor ou região. Portanto se cria uma rede de integração com efeito multiplicador comprovado. Com essa fórmula, surgiram os agentes de indução que transmitem conhecimento a todos os interessados. Essas induções têm grande valor, visto que têm alcance nacional e partem dos grandes centros de direção às PMEs situadas no interior do País. Uma economia sustentável, com satisfação corporativa e atendimento às comunidades no entorno das empresas, sejam elas de qualquer porte, significa satisfação geral e, principalmente, desenvolvimento regional e nacional.

As pequenas empresas beneficiárias de consultorias provenientes das grandes companhias recebem através do Tear importantes ferramentas de trabalhos como; Responsabilidade Social Empresarial (RSE) nos processos gerenciais e nas cadeias de valor, critérios essenciais de responsabilidade social empresarial, metodologia Tear de trabalho em cadeia de valor e pesquisa nacional sobre práticas de Responsabilidade Social Empresarial.

O cumprimento da legislação trabalhista, previdenciária e fiscal é requisito das empresas de porte para a participação das PMEs junto ao Programa Tecendo Redes Sustentáveis. Ainda entre as empresas âncoras existe o compartilhamento de experiências e apresentação de práticas efetivas, além de elaboração e validação de planos de ação entre as mesmas, no processo de disseminação da responsabilidade social em sua cadeia de valor, ampliando assim as oportunidades de mercado das PMEs signatárias do Tear, induzindo-as por sua vez a adoção de novas metodologias em sua cadeia produtiva.

Os resultados junto a cadeia produtiva das PMEs implicam em: - Inserção de Responsabilidade Social, Aplicação dos Indicadores Sociais do Instituto Ethos (líder nacional do Programa Tear), Aprimoramento da Gestão Sustentável – Missão, Visão e Valores, Planejamento e Implantação de Ações Internas, Mobilização de Funcionários e Colaboradores, além do envolvimento dos clientes diretos da cadeia de produção das Pequenas e Médias Empresas.

Treinamento em Direitos Humanos e Responsabilidade Social são ações que o programa desenvolve com um processo de capacitação que engloba seminários, formação e capacitação de multiplicadores entre os profissionais de todos os braços que compõem a estrutura organizacional das PMEs.
By. Clayton Fernandes

3 de dezembro de 2008

Espiritualidade no mundo corporativo

É possível praticar a espiritualidade no mundo corporativo? Segundo o Lama Padma Santem, ou Lama Gaúcho, mestre do budismo tibetano, o ser humano tem grande capacidade de transformar mudanças em oportunidades de desenvolvimento e crescimento.

Para que uma organização, uma sociedade, uma nação e o Planeta se desenvolvam de maneira sustentável faz-se necessário que o ser humano assuma uma atitude básica de cuidado diante da vida em todas as suas manifestações. Isso só poderá ocorrer com a instauração de uma cultura de sustentabilidade.

O que é uma cultura de sustentabilidade? Pode se dizer que é uma maneira de ver, entender, sentir, decidir, agir, reagir e interagir compartilhada entre os seres humanos em relação a si mesmos (autocuidado), aos outros seres humanos (altercuidado), em relação ao ambiente natural, econômico, social e político em que se está inserido (ecocuidado) e, finalmente, em relação às crenças, princípios e valores que presidem a dimensão espiritual de nossa existência (transcuidado). Tal concepção está embasada no conceito de ética biofílica relatada por Erich Fromm em seu livro O Coração do Homem. A definição de biofílica vem do grego; bios significa vida e phiplia, amor, amizade. A ética biofílica, portanto, é uma atitude de amor, zelo, reverência e respeito pela vida que se traduz numa atitude de cuidado diante dela.

As reflexões ditas pelo Lama Gaúcho, em palestras motivacionais para as empresas Braskem, Copesul e Ipiranga, relatam que as transições do homem ocorrem naturalmente e fazem parte da vida e os sonhos sustentam a vida. “Todos são capazes de construir uma nova paisagem, um novo futuro”.

As raízes da atual idéia de desenvolvimento sustentável surgiram com o conceito de eco desenvolvimento de Ignacy Sachs, na conferência mundial sobre meio ambiente de Estocolmo em 1972. Outro marco, acontece em 1987 a publicação do relatório O nosso futuro comum, elaborado pela Comissão de Brundtland, que serviu de base para as reflexões da ECO-92 no Rio de Janeiro, ao qual gerou a Agenda 21. Em 1997, na Convenção do Clima, foi aprovado o Protocolo de Kyoto. No ano de 2000, a ONU realiza em NY a Cúpula do Milênio, que resultou na aprovação dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio. Em 2002, Johannesburgo sedia a Conferência Rio+10 e, o Brasil sugere ali que a matriz energética mundial utilizasse 10% de energia limpa, mas as nações ricas e com interesses antagônicos não aprovaram tal sugestão. Já em 2007, na cidade luz (Paris) acontece a publicação do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC). Esse resumo do vetor de sustentabilidade mundial clareia para as instituições os fenômenos multidimensionais: econômico, social, político, ambiental e cultural.

O aquecimento global foi um dos principais temas da edição de 2007 do Fórum Econômico Mundial em Davos (Suíça). Ali o então Secretário Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, realizou um convite ao setor privado para que, juntamente com algumas agências da ONU e outros atores sociais, contribuísse para a ampliação e detalhamento da prática da responsabilidade socioambiental corporativa.

As organizações empresariais são grandes laboratórios humanos, portanto, a prática de espiritualidade no mundo corporativo é factível, possível e agora é o momento! As ações de responsabilidade social empresarial se entrelaçam em meio às atitudes humanitárias de seus colaboradores. Que o espírito da Natividade possa reascender a chama solidária presente no coração de cada ser corporativo.
Dezembro de 2008. Texto by Clayton Fernandes