12 de julho de 2010
Marketing Político
Num mundo onde “uma imagem vale mais do que mil palavras”, o modo de se fazer política mudou substancialmente, se tornando um refém da imagem pública. Pois os sujeitos e instituições políticas disputam uma visibilidade política que passa invariavelmente pela comunicação. Não só pela propaganda, mas, pela imprensa, relações públicas e marketing.
Hoje já não é mais suficiente fazer ou justificar um projeto político, por mais importante que seja, é necessário demonstrar a sua eficácia de maneira simples, direta e eficiente. É aí que entra a importância da opinião pública, como possibilidade de mensuração das imagens emitidas, funcionando assim como um indicador de como governar. Mas não basta informar é preciso sempre estar de forma positiva na multiplicação de opiniões da sociedade, criando bases para a sua legitimidade e promoção. Assim, as várias formas de comunicações midiáticas, são parte das operações políticas.
Para a concepção clara da conquista do poder em função da imagem midiática e sua ética é preciso subir o pano que encobre os bastidores do espetáculo da comunicação. Entre os atores políticos aqui abordados, o poder executivo estará em evidência, através de análises superficiais da estância máxima do poder político presidencial.
No entanto, vale ressaltar que o marketing não pode tudo, seu poder de persuasão também tem limites e o excesso de exposição também gera um impacto negativo junto à opinião pública. O poder alcançado através da mídia sempre acompanha as mentes e os desejos da sociedade, sua atenção está voltada aos olhares de sede da massa, que por sua vez desconhecem das ações ideológicas e antiéticas dos detentores do poder.
No Brasil, assim como em inúmeros outros países, a campanha política profissional, com a utilização de recursos de marketing como propaganda, promoção e publicidade aliada aos meios de comunicação sofisticados (televisão, rádio, internet, jornal, revista, entre outros) vem atribuindo maior investimento em imagens midiáticas que podem levar ao poder.
Portanto, o candidato ao poder não é mais aquele que busca através de seus adjetivos conquistar os eleitores, e sim, aquele que acompanha as tendências do mercado, orientando-se com as informações de acordo a visão do seu plano de marketing. Ao centrar as atividades de marketing no eleitor, o marketing político, traz estratégias semelhantes às das empresas que lidam bem com o cliente.
Embora centenas de variáveis estejam envolvidas, a tomada de decisões em marketing pode ser dividida em quatro estratégias, conhecidos como os quatros P’s: Produto, Preço, Ponto (distribuição), Promoção. Seu conjunto forma o composto de marketing ou marketing-mix – "mistura" dos quatro elementos de estratégia para atender às necessidades e preferências de um mercado (alvo específico).
Essas estratégias citadas acima vêem sendo bem aplicadas pelos marqueteiros aos possíveis atores da política que buscam sempre estar presente ao poder, através do espetáculo da mídia1 proporcionado por uma campanha de marketing vitoriosa.
1 Do latim media (meio) que significa o conjunto dos meios de comunicação pelos quais a comunicação é feita, como rádio, jornal e televisão.
O poder político por sua vez, pode ser melhor compreendido, analisado e desvendado via ação do marketing político.
Texto de Consultoria, by Clayton Fernandes, Marketing Político - Universidade de São Paulo, 2005.
Contato: clayton@royalbusinessconsult.com.br
22 de junho de 2010
Propostas de Economia Sustentável dos Presidenciáveis 2010
Em diretrizes de programas de candidatos a presidência da república em 2010, gostaria de salientar o item Infraestrutura para a economia sustentável;
Proposta da candidata do PV - Partido Verde, Marina Silva; – A infraestrutura é base fundamental para sustentação do crescimento e desenvolvimento econômico. A forma como é planejada e constituída tem enorme impacto na distribuição geográfica do desenvolvimento, na qualidade de vida da população e nos impactos ambientais. Na transição para uma economia de baixo carbono o planejamento da infraestrutura deve ter foco em uma infraestrutura que seja eficiente e sustentável no uso dos recursos naturais.
Nos sistema de transporte a ênfase deve ser dada às ferrovias, às hidrovias e aos sistemas híbridos combinando biocombustíveis e eletricidade.
O sistema elétrico brasileiro necessita de um acréscimo anual, na sua capacidade instalada de geração, em torno de 3.300 MW médios. Esse acréscimo tem sido planejado quase que exclusivamente por meio de grandes hidroelétricas localizadas na Bacia Amazônica. Os projetos de geração baseados em energia eólica e co-geração têm sido marginais, enquanto os projetos de pequenas centrais hidroelétricas não são avaliados em seus impactos cumulativos, quando são implantados ao longo de um mesmo curso d’água ou micro bacia hidrográfica.
Deve-se dar início a uma diversificação nos projetos de geração, de forma que o país possa usar a complementaridade de diferentes fontes para a sustentabilidade da oferta de energia renovável. Entre essas fontes merecem destaque a eletricidade co-gerada no processamento da cana-de-açúcar, a advinda dos projetos eólicos de grande altura (acima de 80 metros) e dos sítios off shore, além dos projetos hidroelétricos já em andamento, como as do rio Madeira. Os novos aproveitamentos hidroelétricos – principalmente da Bacia Amazônica – deverão ter sua avaliação ambiental estratégica e integrada amplamente divulgada e devidamente analisada a partir de suas audiências públicas.
Também as políticas de incentivo à redução da demanda de eletricidade deverão ter seu devido destaque. Além dos instrumentos de natureza financeira e tributária, deverá ser prioritária a adoção de novas tecnologias de gestão da malha de transmissão e distribuição – conhecidas como “smart grid” – de forma a favorecer a introdução das diferentes alternativas de geração distribuída.
O saneamento básico será priorizado e todas as alternativas de geração de energia a partir do tratamento do esgoto serão incentivadas. O tratamento de resíduos sólidos impulsionará novos negócios a partir da redução da geração, do reuso, do reaproveitamento, da reciclagem e da recuperação energética dos resíduos, como preconiza a lei sobre resíduos sólidos já aprovada pela Câmara dos Deputados.
Brasil: por uma economia sustentável
Desenvolver o país, preservar a vida, garantir o futuro
Controlar o aquecimento global é um dos maiores desafios que a humanidade enfrenta.
- Adotar intensivamente na agricultura a recuperação de pastagens, a integração agricultura-pecuária, o plantio direto na palha e a fixação biológica de nitrogênio (corte de 133 a166 milhões t CO2eq)
- Ampliar a eficiência energética, o uso de biocombustíveis, a oferta de hidrelétricas e as fontes alternativas como biomassa, eólicas, pequenas centrais hidrelétricas na matriz elétrica e o uso de carvão de florestas plantadas na siderurgia (corte de 174 a 217 milhões t CO2eq).
5 de maio de 2010
Banco de investimentos sociais
É importante notar que a interdependência do homem com a biodiversidade gera condições técnicas que pode levar a sociedade a se extinguir e até mesmo perder o status de humanidade, uma vez que a discussão de mundo é focada em utopias.
A presença do poder público é fundamental para regularizar as áreas territoriais da Amazônia. O principal problema da região amazônica como um todo é a ausência de uma organização fundiária, que acaba afastando investimentos vantajosos de empresas e instituições nacionais.
A instalação de grandes projetos na Amazônia vem sendo acompanhada de forma cada vez mais intensa pela sociedade civil, atenta às transformações causadas por esses empreendimentos no meio ambiente e nas comunidades e suas relações sociais.
Algumas empresas, comprometidas com uma mudança de paradigma rumo à sustentabilidade, têm se antecipado e buscado práticas empresariais que não só cumpram a legislação vigente, mas que também incorporem a sustentabilidade de forma efetiva e duradoura, tanto nas suas operações internas como nas suas relações com as populações locais e com o meio ambiente onde se instalam.
Apesar desse contexto positivo, ainda são poucas as experiências em relação a alternativas inovadoras de intervenção que promovam o desenvolvimento local sustentável, especialmente em regiões de complicada configuração socioambiental.
Belo Monte pode abrir portas para a ação de socioeconomia, com base em um fato real: a inserção de um empreendimento de geração de energia elétrica – Usina Hidroelétrica de grande porte no Estado do Pará, Amazônia, Brasil - com respaldo de projetos responsáveis focados em sustentabilidade e direitos humanos e ambientais.
O engajamento e exemplo do setor privado, público e não governamental na implementação de iniciativas como estas são fundamentais, no momento em que a responsabilidade das instituições é cada vez mais objeto de demanda da sociedade. A empresa paulista Royal Business & Associados está apta a atender a demanda do consórcio Norte Energia em ações de responsabilidade socioambiental prol de Belo Monte (www.royalbusinessconsult.com.br).
By Clayton Fernandes
12 de abril de 2010
Empresas, sociedade e ações sustentáveis
Valorização da família, educação para a vida profissional, gestão empresarial, exercício comunitário de cidadania e conservação ambiental são elementos-chave para o desenvolvimento de ações sustentáveis.
No mundo pós-moderno, onde as relações de convivência entre homem e natureza andam fora de sintonia, as ameaças do aquecimento global estimulam a ascensão do tema sustentabilidade na mídia e entre diferentes atores sociais.
A repercussão de um produto de mídia, o filme ‘Uma Verdade Inconveniente’, com o ex-vice-presidente dos Estados Unidos Al Gore, populariza cada vez mais o tema sustentabilidade.
Na década de 1960, o cinema americano incorporava, em seus roteiros os valores da “guerra fria”, como se pode verificar nos filmes clássicos de espionagem ancorados por Sean Connery no papel do agente 007. Em 2008; no 22º longa-metragem com o espião criado pelo escritor Ian Flemming e o segundo em que Daniel Craig - o sexto ator a trabalhar como 007, faz o papel; o roteiro de ‘Quantum of Solace’ se desenvolve ao redor do tema sustentabilidade. A ideia do último roteiro de 007 ‘vendida’ ao público requer cautela para a questão social, econômica e ambiental – bases da sustentabilidade do Planeta. Uma vez que o enredo fictício se mistura com a realidade.
Hoje existem organizações mundiais ditas ambientalistas e socialmente responsáveis, mas o que se pode constatar muitas vezes é que – como diz o filme de 007 – não passam de predadores do planeta em nome da vida. Tais órgãos se escondem atrás de imagens sustentáveis – conhecidas também como Greenwashing – que visam o lucro através do capital insustentável.
Sustentabilidade é simples, portanto, óbvia na sua formulação ortográfica, ao pé da letra pode ser lido como algo que se mantém ao longo do tempo. Seu conceito está associado ao desenvolvimento sustentável, que envolve o desafio de tomar decisões levando em conta questões ambientais, sociais e econômicas, sob a perspectiva do longo prazo.
No caso dos recursos naturais, por exemplo, deve prever o uso de recursos renováveis que permita a capacidade natural de reposição, e o uso dos não-renováveis de forma moderada e eficiente.
Do ponto de vista social, deve buscar a melhoria e manutenção do bem-estar social no longo prazo, com participação dos atores sociais nas decisões coletivas.
1 de março de 2010
A Nova Economia na Amazônia
“Pastagens hoje degradadas, que estão com baixíssima produtividade, se receberem um investimento adequado e tratamento de solo, terão o ciclo de produção do gado bastante reduzido, talvez de nove meses a um ano. Com isso melhora a questão ambiental, com menor custo e maior produtividade da nossa pecuária”, afirmou o presidente da Abiec, Roberto Gianetti.
As três principais fontes de emissões de gases de efeito estufa relacionadas a criação de gado, de acordo com a pesquisa são: o desmatamento para a formação de pastagens, as queimadas de pastagens, e a fermentação entérica do gado (produção de gases durante a digestão).
Amazônia e pecuária: A atual economia da Amazônia que tem a pecuária como atividade de desenvolvimento impacta fortemente o bioma regional. A principal causa do desmatamento da floresta, segundo técnicos está vinculada a expansão desordenada de atividades agrícolas - pecuária - falta de investimento tecnológico e meios de geração de renda com políticas sustentáveis para a população amazonida.
Nesse contexto tendo em vista a prática de técnicas de produção sustentáveis, novas tecnologias que viabilizem a produção de alimentos e a geração de renda e empregos é extremamente importante para reduzir a vulnerabilidade econômica dos produtores da Amazônia legal. A Royal Business & Associados tem disponível projetos específicos correlacionados a nova economia por uma pecuária sustentável na Amazônia Legal. Em parceria com a OSCIP Radar Social, do Rio de Janeiro, através de seu presidente Sandro Fraga, a empresa de consultoria está apta a realizar trabalhos com foco em sustentabilidade e desenvolvimento econômico, como pecuária sob a técnica francesa de manejo de pasto, conhecida como Voisin. Visite o site www.royalbusinessconsult.com.br e solicite uma reunião de pauta sobre o tema. By. Clayton Fernandes.
3 de fevereiro de 2010
Considerações Sustentáveis
14 de janeiro de 2010
Instituições Sustentáveis
Instituições Sustentáveis; Em 2010 as cidades podem se caracterizar como pólos de geração de renda sustentáveis com projetos e ações empreendedoras legais.É pertinente ressaltar o reforço da necessidade de ampliar as parcerias entre governos e empresas. As Parcerias Público-Privadas (PPPs) é uma maneira viável de introduzir soluções de eficiência econômica e social. A discussão da sustentabilidade nas cidades passa por assuntos tão diversos quanto governança, planejamento, infra-estrutura, transporte, emprego, tecnologia, cultura, desenvolvimento comunitário, meio ambiente, saúde e segurança. No entanto, os sistemas de governança não têm evoluído no mesmo ritmo em que avançam os limites das regiões urbanas e as atividades econômicas. As cidades não só estão maiores, como também mais interdependentes, o que acaba por exigir estruturas descentralizadas. “A cidade sustentável não pode ser gerida por modelos macros, mas sim por meio de estruturas descentralizadas que proporcionem, por exemplo, a gestão regional dos mananciais de água urbanos e a geração de energia localmente, minimizando impactos e conferindo maior autonomia às cidades”, ressalta Maurício Waldman, geógrafo e sociólogo da Universidade de São Paulo (USP).
Esperança; Há um ano, a economia mundial estava em queda livre. Hoje o cenário é muito diferente, os mercados econômicos estão em recuperação e crescimento. Há alta especialmente em países desenvolvidos. Com o panorama de pós-crise econômica em passos lentos ainda existe centenas de milhares de pessoas no mundo em busca de trabalho e meios de subsistência.
Prioridades; O investimento no desenvolvimento sustentável é crucial para a sociedade, tal ação torna possível simultaneamente o crescimento global e o respeito ao meio ambiente.
Áreas-chave para uma nova economia institucional sustentável; Novas tendências de mercado são relatadas por estudos da GlobeScan, MRC Mclean Hazel e Siemens; que mostram as seguintes áreas-chave para o desenvolvimento sustentável das cidades.
Transporte / Energia / Abastecimento de Água e Gestão de Resíduos / Saúde / Segurança
Transporte; Forte ênfase na solução de transporte coletivo.
Energia; Relevância na tomada de decisões e energias renováveis na crista da onda.
Abastecimento de água e gestão de resíduos; Reutilização da água e maior participação do setor privado na gestão de recursos hídricos.
Saúde; Ênfase em soluções preventivas.
Segurança; Abordagem pró-ativa de segurança.
22 de dezembro de 2009
3 de novembro de 2009
Pacto Global - Testemunhal em nome do Brasil
7 de outubro de 2009
As novas responsabilidades empresariais!
Indicadores internacionais mostram que a economia global sofreu grandes alterações nos últimos 50 anos. Segundo pesquisa da Marketing Analysis do Brasil, os índices econômicos mostram que há uma mudança radical entre os atores da sociedade e os setores empresariais, em 2005 dos 100 maiores PIBs do mundo, 34 são representados por empresas multinacionais.
Em 2009 o processo de aquisições e fusões aumentou exponencialmente, multiplicando ainda mais o poder das empresas em relação ao poder monetário do Estado. O cidadão comum do mundo que é também o consumidor de produtos fabricados pelas empresas multinacionais está atento diante de qual deve ser o foco e o papel das corporações multinacionais instaladas em seus países.
O estudo da Marketing Analysis apontou em nove capitais do Brasil que o consumidor nacional atribui a importância da prática de responsabilidade social pelas empresas, elevando como fator essencial além de suas responsabilidades e funções básicas.
O resultado da pesquisa Analysis denota que 36% dos consumidores dizem que o papel das empresas, além do óbvio em gerar lucro, cobertura fiscal, prover empregos, obedecer a leis, etc., é ajudar ativamente de forma responsável à construção de um povo e uma nação sustentável e cidadã. Cerca de 27% ouvidos pela pesquisa colocam que o papel das empresas é o de ter um padrão de comportamento entre os dois vetores; lucro e responsabilidade social.
Uma empresa comprometida não apenas com as atribuições básicas do mercado, mas com a sustentabilidade via responsabilidade sócio-ambiental, ao qual está inserida, tem quase duas vezes e meia mais apoio social e retorno financeiro, do que aquelas que apenas cumprem suas ações básicas da cartilha do capitalismo do século XX, limitadas ao escopo operacional tradicional da velha guarda da industrialização.
9 de setembro de 2009
Em busca do poder
Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, diretor da Coppe/Universidade Federal do Rio Janeiro,o colapso dos mercados serve como um ruidoso wake-up call de que o sistema econômico-ecológico em que vivemos no planeta precisa ser relançado sobre novas bases, nada mais fundamental que rever o combustível que deve girar novos motores.
Energia altamente concentrada em forma líquida, com ocorrência nos quatro cantos do mundo e capaz de ser utilizado em todos os países, o petróleo prestou-se a mover a economia mundial com escala, preços globais e eficiência. Finito é, mas há controvérsias quanto à data em que se esgotará ou se tornará tão difícil de extrair que até as mais avançadas tecnologias não conseguirão garantir sua viabilidade comercial.
Hoje, apenas 13% da energia primária produzida no mundo é renovável. Os demais 87% dividem-se em petróleo, gás natural, carvão mineral e energia nuclear. No Brasil, a proporção é de 45% (renovável) para 55%, relação que tende a ficar estável, segundo Leonardo Caio, coordenador-executivo da Pós-Graduação em Negócios de Petróleo, Gás e Combustíveis da Fundação Instituto de Administração (FIA). Por mais que as petrolíferas anunciem sua transformação em empresas de energia, a participação de fontes renováveis nos investimentos totais ainda é diminuta. “Nós bem que gostaríamos, mas a matriz energética no mundo não vai mudar significativamente em menos de 30 anos”, diz Saul Suslick, diretor do Centro de Estudos do Petróleo (Cepetro), da Unicamp.
O Sol é uma alternativa de geração de energia renovável não aproveitada de forma real. A fonte de energia solar é diária e sem restrições de uso. No que diz respeito à geração de energia através do Sol, o Brasil poderá contar com uma vantagem comparativa permanente que lhe confere o clima. No entanto, para que esta vantagem se concretize, é necessário potencializá-la pela pesquisa e por investimentos nos equipamentos apropriados. Dada a importância do aproveitamento da energia solar captada pela fotossíntese, convém olhar além dos biocombustíveis e avançar na direção das demais formas de aproveitamento dessa energia. Além de pesados investimentos em equipamentos e tecnologia para exploração do Pré-Sal o governo federal poderia ficar atento em relação a aquisição de tecnologias para geração de energia renovável, seja via luz solar, pequenas centrais hidrelétricas ou fazendas eólicas. Empresas como a Petrobrás deve de fato alcançar geração de energia renovável e não apenas usar essa fonte de energia como plataforma de marketing institucional, uma vez que o principal negócio da empresa é o petróleo.
A revista Fortune recentemente assinalou uma corrida por parte de várias empresas para adquirir terrenos situados no deserto de Mojave, nos estados da Califórnia, de Nevada e do Arizona, com o objetivo de ali instalar centrais elétricas movidas a energia solar. Os maiores bancos americanos estão envolvidos e os preços da terra dispararam: antes da última crise financeira, chegaram a US$ 25 mil por hectare em lugares onde os mesmos terrenos, há poucos anos, não valiam mais de US$ 1.250.
Segundo estimativas, o mercado da energia solar vai movimentar nos Estados Unidos US$ 45 bilhões em 2020. A Ausra,uma empresa recém-formada em Palo Alto, anunciou que vai construir projetos de 1 GW por ano. Por sua vez, a OptiSolar, de Hayward, assumiu o controle de mais 40 mil hectares para instalação de usinas fotovoltaicas com potência total de 9 GW.
10 de agosto de 2009
"Este é o momento!"
É certo de que o etanol deva concorrer com outras fontes de energia renováveis como hidrogênio e a eletricidade (carros elétricos). Entretanto, por razões estratégicas e/ou protecionistas, é importante aqui retomar a agenda estratégica para relações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. A execução da seção brasileira do projeto agenda bilateral é comandada pelo CEBRI - Centro Brasileiro de Relações Internacionais, via o CEBEU - Conselho Empresarial Brasil e Estados Unidos, ao qual temos a honra de apoiar desde 2006, participando de reuniões presenciais no auditório da FAAP - Fundação Armando Alvares Penteado, São Paulo.
Além do CEBEU atuamos como voluntário em ações de políticas internas correlacionadas a saúde pública dos americanos, onde o presidente Barack Obama me exclama, através de e-mail´s trocados, que "Este é o momento!" para a mudança do sistema de saúde americano com apoio da população e do congresso. Aproveito o ensejo para dizer que também é o momento para que os EUA e Brasil coordenem políticas públicas em sintonia reginonal para garantir que o crescimento do mercado de etanol seja real e sustentável nos dois países.
Em São Paulo, no ano de 2007, o ex-presidente americano George W. Bush assinou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um protocolo de intenções na área energética para garantir a produção de energia limpa e sustentável. Tal documento trazia a possibilidade de troca de tecnologias voltadas a produção de etanol e possível aumento de % inserção desse combustível na frota de veículos dos Estados Unidos.
De acordo com o CEBRI, em 2007 nos EUA, a produção de etanol situava-se em torno de 15 bilhões de litros. Em 2002, foram produzidos 7,9 bilhões de litros, subindo para 12,9 bilhões em 2004. A nova lei de energia americana (Energy Policy Act de 2005) estabelece uma meta de uso de 28,4 bilhões de galões anuais de álcool combustível a partir de 2012.
Enquanto a demanda do mercado americano de energia sustentável aumenta a cada dia, o congresso brasileiro perde precioso tempo tratando de argumentos internos em prol de mantenedoria do poder presidencial da casa.
Acordos bilaterais - Segundo o Conselho Empresarial Brasil - Estados Unidos "há a possibilidade de bons resultados em diferentes setores da ciência e da tecnologia, onde o pragmatismo tem prevalecido, sobretudo nas áreas de saúde, pesquisa biomédica, ciências da terra e atmosférica". A área de energia é, de longe, a mais promissora, atualmente e no futuro, para o desenvolvimento da cooperação bilateral, em suas diversas vertentes, sobretudo as tecnologias de renováveis. "A tecnologia de renováveis energéticos, de modo amplo, com ênfase no etanol, no biodiesel e em outros produtos do agronegócio, pode e deveria constituir um elemento central da cooperação em ciência e tecnologia em suas diversas vertentes: formação de pessoal, intercâmbio quanto a técnicas agrícolas e agronômicas, processos industriais e construção conjunta de mercados para os produtos inovadores", conclui relatório do CEBEU.
Agenda - A agenda bilateral proposta em 2006, mas ainda atualíssima em 2009, traduz a opção por centrar os esforços de cooperação em poucos temas que tenham cumulativamente três características: Natureza estratégica; Temas nos quais os dois países sejam atores relevantes no cenário pertinente, seja ele regional ou mundial; e Temas em relação aos quais se possa formular uma hipótese realista e pragmática de cooperação levando a soluções ganha-ganha para os dois países. Uma forma de negociação 50% a 50% para ambos.
Os temas primordiais da agenda bilateral proposta em 2006, ainda devem fazer parte do foco de ação do atual governo Obama e do governo Lula e de seu vindouro(a) sucessor(a) em 2010 (Dilma ou Serra):
* Negociações comerciais;
* Reforma da OMC;
* Energia;
* Cooperação política na América do Sul;
* Acordos em temas importantes para o ambiente de negócios.
A Royal Business & Associados - www.royalbusinessconsult.com.br mantém através de seu diretor presidente ações políticas de debate focado na área de energia renovável e incentivo a novas práticas de relações internacionais no âmbito de comércio e cooperação de novas leis para a prática de negócios promissores entre Brasil e Estados Unidos. A empresa assina e apoia o desenvolvimento dos temas propostos na agenda do CEBRI como a formação de um mecanismo institucional que “enquadre” as diferentes iniciativas aqui relatadas. Fontes: Casa Branca, My Barack Obama.com, CEBRI, CEBEU, FAAP, Mix Ideias.
Edição e Texto by Clayton Fernandes.
